Incrívelmente eu tenho um dom de me curar destas feridas causadas por pequenos momentos de deslizes de minhas lembranças. Porque sei, que ficando assim, não será bom para ambas partes.
Hoje eu saí, visitei novos lugares, sem ninguém por perto, sentei em uma mesa, de um café conhecido, pedi o de sempre, uma capa preta me cobria, cobria o que eu estava pensando, abri meu livro onde um marca textos surrado estava amassando a página em que eu parara de ler, eis que surge alguém ao meu lado. Um rapaz, moreno, olhos expressivos, rosto esculpido em cada detalhe, então abre um sorriso:
- Lindo livro.- Disse-me, a voz era grave, intensa. Pela primeira vez, senti-me atraída novamente, por alguém que eu mal conhecia.
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