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sábado, 2 de outubro de 2010

Olhe ._.

Em algum lugar em comum, diante de pilhas de livros sem serventia alguma, sozinha a noite, o único som era o do vento ecoando lá fora, um frio interminável com a continuidade de um dia cinza. Vivia se perguntando se a cor um dia voltará para os seus olhos, ou se tudo permanecerá imutável. Se tudo se deixa passar com uma esperteza fora do comum, ficaremos imóveis vendo também tudo se dirigir para o lado contrário que nós estamos. Pensar sempre que não vamos conseguir, a humanidade já chegou sim a este ponto, ver que tu é mais difícil e mais pesado do que nossos pobres braços fracos poderiam aguentar. Pense que alguém não tem braços e mesmo assim, leva o peso em algum outro lugar, quem sabe no coração. E seu coração, como está..
Veja o que outros umbigos podem fazer por você, não olhe apenas para o seu, você já conhece-o muito bem. Talvez seja isso que falte, olhar à frente, ver que tudo o que você precisa pode estar mais perto do que você imagina, sem ao menos perceber que isso acontece muito mais vezes, e que sem ao menos virar seu rosto, passa despercebido pela sua solução, pela solução do seu problema, procurando a mesma, em um lugar distante e inseguro. OLHE A FRENTE.

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